Kenneth Law, um ex-engenheiro de 60 anos, se tornou réu em um caso internacional ligado a pelo menos 131 mortes. Ele operava redes digitais que vendiam substâncias tóxicas e itens de paracer potentes, voltados a jovens vulneráveis.
A polícia de Ontário aponta que Law enviou mais de 1.200 pacotes a interessados em mais de 40 países, com a maior parte indo para Reino Unido e Estados Unidos. O material era vendido como parte de lojas online independentes.
Na sexta-feira, em tribunal canadense, Law se declarou culpado de envolvimento em 14 homicídios por envenenamento. O veredito compõe um conjunto de casos conectados a mortes ocorridas desde 2020.
Contexto e impactos
Famílias de vítimas pressionam por uma investigação pública completa para entender como fóruns pró-suicídio e redes de venda de substâncias letais conseguiram operar, e por que a detecção demorou tanto.
Aimee Walton, irmã de uma das vítimas, descreveu a escala dos crimes como potencialmente entre as maiores do tipo na história recente britânica. Ela se encontrou com o primeiro-ministro para pedir a abertura de uma apuração pública.
Consequências legais e regulatórias
Em maio, a Ofcom multou o fórum online em £950 mil, sob a Online Safety Act, mas o site permanece acessível. Advogados das famílias aguardam desfecho de recursos legais para ampliar a investigação pública.
O caso envolve jurisdições distintas; além do Canadá, o Reino Unido é afetado pelas ações de Law. Autoridades esperam que o tribunal leve em conta também os quase 100 deaths ocorridos no Reino Unido ao determinar a pena.
Repercussões e chamadas por mudanças
Os familiares defendem mudanças no formato de responsabilização de plataformas online e na atuação de autoridades, para evitar que comunidades que promovem suicídio permaneçam ativas.
Parentes citam falhas na identificação de sinais de alerta e na reação de serviços de saúde mental, durante episódios de crise de jovens vulneráveis. A defesa pública de políticas mais estritas permanece em debate.
Entre na conversa da comunidade