Um drone russo invadiu o espaço aéreo da Romênia e atingiu um prédio residencial em Galati, cidade próxima à fronteira com a Ucrânia. O equipamento carregava cerca de 30 kg de explosivos e houve ferimentos leves em uma mulher e uma criança.
A Otan prometeu proteger todo o território de seus membros, após o ataque. Peritos romenos analisaram os destroços e confirmaram a origem russa do drone, cuja queda ocorreu nesta sexta-feira. O episódio aumentou as tensões na região.
Putin afirmou que ainda é cedo para determinar a origem do drone e sugeriu a possibilidade de ser de origem ucraniana, sem confirmar nada. Autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a origem conclusiva.
Durante o CNN Prime Time, o analista Lourival Sant’Anna destacou que este foi o primeiro caso de um drone inteiro, com carga explosiva completa, cair sobre um prédio em um país membro da OTAN. Galati já havia sofrido danos anteriores de drones.
Sant’Anna apontou que drones russos já atingiram Galati em pelo menos 47 ocasiões, mas sem impacto direto de equipamento intacto. As observações integram uma análise de estratégias de intimidação na Europa.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, considerou o comportamento russo imprudente, enquanto Ursula von der Leyen afirmou que a Rússia cruzou uma linha. A condenação do bloco reflete a gravidade do episódio para a aliança.
Estratégia de intimidação
Lourival avaliou que o incidente faz parte de um padrão maior de ações russas para pressionar a população europeia. A ideia seria frear o envio de armas à Ucrânia, ao estimular a defesa europeia com estoques internos.
Segundo o analista, ataques velados a capitais europeias ocorreram no ano anterior, em cidades como Copenhague, Ljubljana e Varsóvia, sem que houvesse escalada direta.
Para Sant’Anna, o objetivo é manter a pressão econômica, dificultando o apoio contínuo à Ucrânia. Ele ressaltou que a Rússia não tem condições de ampliar a guerra de forma sustentável.
A avaliação aponta que a resposta da OTAN, caso haja ataque direto, seria severa para Moscou. A orientação é manter o apoio a Ucrânia, que tem obtido avanços no terreno e prejudicado a economia russa.
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