Israel ordenou ataques contra os subúrbios sulistas de Beirute, no Líbano, em resposta aos ataques a civis israelenses e a violações de uma trégua apoiada pelos EUA anunciada em abril. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que disse que haveria alvos terroristas na área de Dahieh.
A escalada ocorre em meio a um conflito prolongado com o grupo Hezbollah, amplamente apoiado pelo Irã. O governo libanês divulgou que depende de pressões diplomáticas dos EUA para deter as ações de Israel e evitar novas mortes civis, conforme relatos à BBC.
Contexto e desdobramentos
Na prática, o tema envolve operações militares e deslocamentos. Na semana, tropas israelenses teriam atravessado o rio Litani para tomar o Castelo Beaufort, de grande importância estratégica, elevando a tensão regional. Autoridades israelenses afirmam que o país continua determinado a enfraquecer o Hezbollah.
O governo libanês criticou as ações de Israel, descrevendo-as como uma política de terra queimada e punição coletiva. Em paralelo, o ministro da Defesa de Israel disse que a campanha não chegou ao fim e reforçou a intenção de reduzir o poder do Hezbollah.
Assunto diplomático e balanço de danos
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, manteve conversas com Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun. Segundo um porta-voz dos EUA, houve propostas para pressionar Hezbollah a interromper ataques, com Israel se comprometendo a não ampliar a escalada em Beirute, visando espaço para desescalada gradual.
O conflito em território libanês já deixou milhares de vítimas desde o início das hostilidades, com números oficiais do Ministério da Saúde do Líbano apontando pelo menos 3.371 mortos. As autoridades não distinguem entre combatentes e civis. No lado israelense, a contagem apontou dezenas de baixas entre soldados e civis.
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