O governo georgiano abriu em 28 de maio a cave histórica de vinhos associada a Joseph Staline, em Tbilissi, para venda em leilão. A reserva reúne cerca de 40 mil garrafas, incluindo peças do início do século XIX. A comercialização visa principalemente ampliar o interesse internacional pelo vinho georgiano.
Colecionadores de várias partes do mundo viajaram a Tbilissi para acompanhar o leilão, segundo a agência Reuters. Um visitante vindo de Dallas descreveu o momento como uma descoberta de valor histórico, destacando a expectativa em torno do acervo.
Contexto histórico da coleção
Após a revolução de 1917, a cave imperial foi saqueada pelos comunistas. Quando Staline chegou ao poder, ele restabeleceu parte do acervo e adicionou vinhos georgianos, além de grandes Crus de Bordeaux. A ideia é destacar a importância da oenoteca para a identidade vinícola local.
Conteúdo e possíveis destinos
A coleção mistura vinhos georgianos raros a destilados e itens de prestígio internacional. Entre as peças, há relatos de itens que teriam pertencido a Napoleão e a Staline, além de garrafas recebidas no 70º aniversário do líder soviético. Parte do acervo foi armazenada pelo KGB.
Propósito educacional e próximos passos
Segundo Tamta Kvelaidze, vice-presidente da National Wine Agency, serão avaliadas as garrafas para identificar conteúdo e estado. Em seguida, formará-se uma equipe de especialistas para documentar e catalogar cada item, definindo os rumos da venda.
Passado de guerras e atualidade
Durante a Segunda Guerra, parte da coleção foi transferida para a Crimeia e outra parte escondida na Geórgia. O que permanece em Tbilissi é considerado o último fragmento intacto da cave histórica de Staline. A venda dependerá de estudo técnico completo.
Entre na conversa da comunidade