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Brasil entra na disputa para prender chefe do tráfico sérvio procurado pelos EUA

Brasil entra na corrida pela prisão de Antun Mrdeza, chefe do tráfico transnacional procurado pelos EUA, após pedido de diffusão vermelha da Interpol

Antun Mrdeza é acusado de envolvimento no tráfico de drogas entre Brasil, Europa e África
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O Brasil entrou na corrida para prender Antun Mrdeza, também conhecido como Nikola Boros, descrito como o maior transporte de cocaína para a Europa. A ação faz parte da operação Narco Sky, lançada pela Polícia Federal nesta terça-feira (2). Boros está foragido desde 2023, após escapar de uma prisão na Colômbia. A PF pediu a inclusão de seu nome na difusão vermelha da Interpol.

Boros é acusado de coordenar a logística do tráfico que liga Brasil, Europa e África. Segundo a polícia, ele já foi flagrado pelo DEA em reuniões com traficantes colombianos na região amazônica. Em 2025, integrou uma lista de presos por supostos vínculos com a oposição na Venezuela. O paradeiro do sérvio é desconhecido e ele é procurado por sete países.

A PF solicitou que Antun Mrdeza tenha mandado de prisão brasileiro aberto na lista de difusão vermelha da Interpol. As informações da investigação apontam ligações com o PCC no Brasil e com a clandestina rede ligada à Ndrangheta, segundo documentos apresentados nesta terça.

Impulso internacional e contexto

O Ministério de Segurança colombiano, citado pelo El País, indica que o presidente Gustavo Petro teria prometido facilitar a extradição de Boros, caso haja prisão. A operação Narco Sky, no entanto, mira ampliar a cooperação transnacional para capturar traficantes de alto impacto. Boros é visto como figura de alto relevo no narcotráfico transnacional, com atuação na Europa, América do Sul e Caribe.

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