A China afirmou nesta quarta-feira que se opõe a tarifas unilaterais e rejeita as alegações de trabalho forçado. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse em coletiva que não existe trabalho forçado na China e que a acusação serve de manobra política.
Os Estados Unidos propuseram tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre importações de 60 economias, incluindo a China. A medida visa punir países que não contêm o uso de trabalho forçado na produção de bens, segundo o governo americano.
Segundo o governo dos EUA, as tarifas atingiriam produtos importados de países que não impedem o trabalho forçado. O objetivo é manter condições competitivas justas para trabalhadores americanos.
Para economias que já proibem a importação de bens com trabalho forçado ou adotaram regimes parciais, as tarifas propostas são de 10%. Entre elas estão Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia.
Para as demais economias, a alíquota é de 12,5%, incluindo Brasil, Argentina, China, Japão, Reino Unido e Rússia, entre outros.
A agência USTR reforçou que a falha de parceiros comerciais em impedir o trabalho forçado é inaceitável e que medidas adicionais devem ser adotadas para evitar competição desigual. Ação envolve resposta diplomática e possíveis ajustes comerciais.
As informações a respeito das propostas foram veiculadas pela Reuters, com base em comunicado do USTR. A Casa Branca não divulgou novos detalhes adicionais neste momento.
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