Como parte de uma resposta a tensões comerciais, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia) e a Bioenergia Brasil divulgaram uma nota conjunta. O documento afirma que a tarifa do Brasil ao etanol importado segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul e não é direcionada aos EUA.
A nota surge após o USTR sinalizar possível aplicação de uma tarifa de 25% a produtos brasileiros. Segundo o órgão americano, o Brasil interrompeu um tratamento tarifário equilibrado para o setor em 2017. A publicação nega direcionamento específico aos Estados Unidos.
Proteção ao açúcar
As entidades ressaltam que os EUA adotam medidas protecionistas históricas no setor açucareiro. O texto lembra que tarifas e cotas limitam a entrada de açúcar brasileiro no mercado norte-americano, ainda que a acusação envolva o etanol.
O relatório e as tarifas dos EUA
O USTR incluiu o acesso ao etanol na lista de práticas brasileiras desleais. Além do etanol, o documento cita Pix, redes sociais, meio ambiente, propriedade intelectual e corrupção como objetos de alegações.
Sustentabilidade e diplomacia
As associações destacam o etanol brasileiro como solução para descarbonização, com baixa emissão de carbono e forte sustentabilidade. A nota reforça confiança no governo para conduzir negociações com responsabilidade e firmeza.
O comunicado
A íntegra da nota reafirma que o etanol é parte de acordos do Mercosul e que o acesso ao açúcar nos EUA já é restrito por políticas históricas. A UNICA e a Bioenergia Brasil reiteram a importância do diálogo para divergências comerciais.
Fontes: Unica e Bioenergia Brasil, USTR.
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