O Peru assistiu ao encerramento das campanhas presidenciais de Keiko Fujimori e Roberto Sánchez na quinta-feira (4/6), a poucos dias do segundo turno. O ato reuniu milhares de apoiadores e ocorreu em meio a uma disputa acirrada pela presidência, em um país marcado por instabilidade política e altos índices de criminalidade.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, pediu apoio para evitar o que chamou de caos e retrocesso. A candidata, especializada em administração de empresas, ressaltou a necessidade de um governo estável e confiável para restaurar a ordem, em tom de defesa de firmeza contra a violência.
Sánchez, deputado e ex-ministro, destacou a defesa da democracia e prometeu reduzir o caos, enfrentando a corrupção e a impunidade. Durante o comício, ele atacou o que classifica como influência de adversários e repetiu a defesa de propostas voltadas a mudanças profundas para regiões carentes e áreas rurais.
Contexto da eleição
Entre o público, apoiadores apresentaram temores sobre a possibilidade de vitória da esquerda, com críticas ao modelo econômico atual e a histórico de instabilidade. No geral, o clima é de expectativa e cansaço com a classe política, após um primeiro turno com forte fragmentação.
A apenas poucos dias do pleito, pesquisas indicaram empate técnico entre os candidatos, com cerca de 20% a 25% dos eleitores ainda indecisos. O primeiro turno teve ampla participação de candidatos, cerca de 30, e registrou falhas técnicas e denúncias de irregularidades, refletindo a frustração com a política nacional.
Desdobramentos econômicos e de segurança
A segurança pública é tema central na campanha. Sánchez posiciona-se como voz de centros urbanos periféricos, promovendo mudanças significativas, enquanto Fujimori enfatiza medidas duras contra criminosos e maior controle da violência.
Dados oficiais apontam aumento de 20% nos casos de extorsão em 2025 ante 2024, destacando o desafio da criminalidade. Lima também registrou alta na taxa de homicídios, com 23 ocorrências por 100 mil habitantes em 2025, três vezes superior ao ritmo registrado cinco anos antes.
Apesar da instabilidade política, a economia peruana permanece estável. O próximo presidente terá de lidar com um Congresso dividido e com um elevado grau de desconfiança pública.
Cerca de 27 milhões de peruanos estão convocados a votar no segundo turno, em um país onde o voto é obrigatório.
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