O governo brasileiro está buscando reverter a decisão da União Europeia de proibir a importação de carnes produzidas no Brasil. A medida foi anunciada pela UE e publicada em seu diário oficial na sexta-feira, 5 de setembro de 2026, impactando carnes de boi, frango, peixe e cavalo, além de tripas e mel.
O veto retira o Brasil da lista de países que cumprem as regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A UE afirma que não houve informação suficiente de que o Brasil implementou as medidas necessárias para atender aos requisitos até 3 de setembro de 2026.
Produtores e autoridades brasileiras já dialogam com o bloco para evitar aplicação da regra ainda neste ano. O objetivo é manter o fluxo comercial e demonstrar o fortalecimento dos controles de qualidade. Técnicos do MAPA e do setor privado participam das negociações.
O Itamaraty manteve contato com o comissário de Comércio da UE, buscando ampliar o diálogo e manter caminhos para um acordo. Técnicos avaliam medidas de fiscalização e inspeção sanitária que possam ser aceitas pela União.
Indústria de pescado e proteína animal reafirma confiança no sistema sanitário brasileiro. A ABPA ressaltou que traz reforços na fiscalização para evitar prejuízos. Entidades dependem do mercado europeu, que representa parte relevante das exportações anuais.
Dados de 2025 indicam que a UE foi destino relevante das carnes brasileiras, com exportações de cerca de US$ 1,8 bilhão naquele ano. O segmento de aves e carne bovina é particularmente impactado, conforme informações do setor.
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