O Irã informou neste sábado que ataques dos EUA a instalações de radar e de vigilância no Golfo violam o cessar-fogo vigente desde 8 de abril. Em retaliação, Teerã afirmou ter lançado mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington na região.
O Ministério das Relações Exteriores classificou as ações americanas como agressão à soberania iraniana e criticou o comportamento hostil dos EUA. Em resposta, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido bases consideradas inimigas na região.
O Bahrein confirmou o envio de sete mísseis contra território bahrenita e contra o Kuwait. Guaritas de segurança anunciaram que não houve feridos entre civis, mas a região denunciou danos materiais. Manifestações oficiais condenaram a ofensiva iraniana.
Segundo relatos de agências, explosões foram ouvidas em Manama e próximo ao aeroporto do Kuwait. Os ataques aconteceram após o Comando Central dos EUA ter derrubado quatro drones iranianos e atacado duas instalações de radares no Irã, delineando uma escalada rápida.
As negociações para encerrar o conflito estavam, até então, em ponto morto, segundo o assessor militar do líder iraniano, que afirmou que avanços dependem do desbloqueio de ativos iranianos congelados no valor de cerca de US$ 24 bilhões. Afirmou que o dinheiro pertence ao Irã, não aos EUA.
A tensão contempla ainda divergências sobre gestão do Estreito de Hormuz, o programa nuclear do Irã e sanções internacionais. No Líbano, o Exército informou que um ataque israelense deixou três militares mortos, elevando o clima de regionalização do conflito.
Em resposta, o Irã pediu que o Líbano não seja alvo de tentativas de interferência. O chanceler iraniano sugeriu que Beirute se posicione contra Israel. O cenário permanece marcado por violações de alto risco e duros choques entre potências da região.
Entre na conversa da comunidade