O Exército de Israel estaria utilizando munições de fósforo branco em áreas povoadas do sul do Líbano, segundo reportagem do New York Times. Imagens verificadas mostram rastros de fumaça característicos da substância em zonas próximas a Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. A denúncia envolve civis e áreas urbanas.
Especialistas consultados pelo jornal afirmam que os vídeos analisados indicam o uso de projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos EUA, capazes de liberar fósforo branco no ar, além de provocar fumaça, incêndios e queimaduras graves. O material é proibido para uso contra civis pela lei internacional.
As Forças de Defesa de Israel disseram que os projéteis são usados para criar cortinas de fumaça e camuflar tropas, não para atingir alvos ou provocar incêndios. Segundo o Exército, seus procedimentos internos proíbem o uso em áreas povoadas, porém admitiram exceções.
O NYT afirmou ter procurado o Exército israelense para esclarecer os episódios no Líbano e não obteve resposta específica sobre os casos reportados. O assunto já havia sido alvo de investigações em conflitos anteriores na região.
Contexto histórico: o uso de fósforo branco por Israel já foi registrado em Gaza, em 2009 e 2023, e no Líbano, em 1982 e 2006. Em 2013, o Exército informou que reduziria o emprego da munição após críticas de organizações de direitos humanos.
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