Os resultados de boca de urna divulgados neste domingo indicam empate técnico no segundo turno da eleição presidencial do Peru. Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, aparece à frente de Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, mas dentro da margem de erro.
O Ipsos aponta 50,7% para Keiko e 49,3% para Sánchez entre 18 mil eleitores entrevistados em todo o território. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O Datum aponta 50,53% para a candidata e 49,47% para o adversário.
O pleito deste domingo foi classificado como relativamente calmo pela autoridade eleitorais, diferente do primeiro turno. Todo o material eleitoral esteve disponível desde o início da manhã, com cerca de 28.000 fiscais mobilizados para acompanhar o processo.
ALERTA CONTRA FRAUDES
O presidente do JNE, Roberto Burneo, pediu responsabilidade democrática e respeito ao resultado oficial. No primeiro turno, a definição do adversário de Keiko demorou por contestações em 15 mil cédulas e houve acusações de fraude sem provas.
Keiko busca a quarta tentativa de chegar à Presidência, defendendo recuperação da ordem, segurança e associando-se ao legado do ex-presidente Alberto Fujimori. Sánchez aposta em propostas de esquerda e cita vínculos com o ex-presidente Pedro Castillo.
LEGADOS OPOSTOS
A disputa contrapõe duas correntes políticas marcantes na história recente do Peru. Keiko domina o espectro conservador, enquanto Sánchez representa a aliança de esquerda que se viu dividida entre propostas de continuidade e mudanças.
Castillo, preso desde dezembro de 2022 após tentativa de dissolver o Congresso, figura como referência para a campanha de Sánchez, que afirmou que poderá conceder indulto ao ex-presidente caso seja eleito.
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