Bob Packwood, ex-senador republicano de Oregon, morreu aos 93 anos. A família anunciou a morte neste sábado, sem divulgar detalhes adicionais.
Packwood ficou conhecido por defesa dos direitos ao aborto e por posições pró-mamadas de direitos das mulheres, no entanto seu auge terminou com denúncias de assédio sexual que levaram a uma investigação do comitê de ética.
Ele foi eleito para o Senado em 1968 e manteve atuação marcada por votações alinhadas com o centro, cruzando vezes com oponentes do próprio partido. Também discutiu, em tese, a possibilidade de disputar a presidência em 1980.
O caso veio à tona em 1993, quando investigações passaram a incluir acusações de assédio sexual e conduta oficial inadequada. Mais de duas dezenas de mulheres, ex-f Funcionários e conhecidas apresentaram relatos sobre avanços indesejados.
Diante do retrato de conduta, Packwood renunciou em setembro de 1995 e abriu um negócio de lobby em Washington. Em 1996, o senador Ron Wyden, que o substituiu, elogiou seu histórico em direitos reprodutivos e reformas fiscais, porém ressaltou que o passado de abusos ofuscava esse legado.
Pelo cargo de presidente e depois de líder do Comitê de Finanças, Packwood ficou conhecido por negociar acordos que facilitaram a aprovação de reformas tributárias. Sua atuação gerou reconhecimentos, críticos e debates ao longo da carreira.
Na visão de Wyden, o episódio que envolve as denúncias de abuso permanecerá como parte marcante de sua trajetória pública. O senador substituto enfatizou que a história não pode ser esquecida.
Ao longo da carreira, Packwood manteve uma postura pragmática. Em 1992, ele afirmou à imprensa buscar decisões independentes, mesmo que enfrentasse o próprio partido. Ele também defendeu a ideia de eleições não partidárias para Oregon em 2010.
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