O Peru entra em véspera do segundo turno das eleições presidenciais, com Keiko Fujimori, da Fuerza Popular, e Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, disputando a vaga. A votação está marcada para este domingo, 7 de junho de 2026, após as campanhas terem sido encerradas na quinta-feira anterior.
Uma pesquisa Ipsos divulgada na mesma quinta aponta empate técnico entre os candidatos. Em levantamento de 29 e 30 de maio, Fujimori tinha 38% das intenções de voto, Sánchez, 35%, e votos brancos ou nulos somavam 15%. Em pesquisa de 3 de junho, Sánchez aparece na frente com 43,8%, seguido de Fujimori com 43,2%, com margem de erro de 2,1 pontos.
Cerca de 27 milhões de peruanos são obrigados a votar. O atraso na definição do segundo turno ganhou destaque após o primeiro turno, realizado em 12 e 13 de abril, com falhas logísticas que afetaram mais de 50 mil eleitores em Lima e prolongaram a apuração. A contagem foi lenta devido a mais de 15 mil cédulas contestadas.
O JNE oficializou o resultado somente em 17 de maio, colocando Sánchez em segundo lugar com 12% dos votos válidos, à frente de Rafael López Aliaga, com 11,9%. A crise levou à renúncia do chefe da autoridade eleitoral, Piero Corvetto. Observadores internacionais avaliaram o processo sem indícios de irregularidades generalizadas.
Entre os candidatos, o cenário reflete duas correntes distintas. Fujimori representa a direita, enquanto Sánchez representa a esquerda, com propostas distintas para segurança pública, economia e governança. No âmbito da segurança, o Peru enfrenta alta incidência de crimes e violência, com recentes aumentos nas notificações de extorsão e em homicídios em Lima.
Embora a instabilidade política persista, indicadores econômicos apontam certa estabilidade. A disputa ocorre em um momento de debate sobre políticas de combate à corrupção, crime organizado e gestão pública, com o eleitorado dividido entre manter o status quo ou adotar mudanças em áreas críticas.
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