O Peru realiza seu segundo turno presidencial neste domingo, em uma disputa que envolve o modelo econômico herdado da década de 1990 e as propostas de reforma constitucional. Keiko Fujimori, da direita, enfrenta Roberto Sánchez, da esquerda.
Fujimori é apoiada por ser vista como defensora da continuidade econômica, com foco na formalização de empresas, redução de burocracia e manutenção de políticas macroeconômicas estáveis. Seus apoiadores destacam a defesa da constituição de 1993.
Sánchez propõe mudanças constitucionais, maior papel do Estado na mineração e energia, e aumento dos gastos sociais. Ele também visa fortalecer acordos internacionais, mantendo a estabilidade macroeconômica como prioridade.
A dinâmica do segundo turno herdou a turbulência política recente, com a saída de Pedro Castillo e três presidentes desde então. Apesar disso, a economia peruana tem mostrado crescimento sólido e moeda relativamente estável.
Mercados olham para o resultado com cautela: uma vitória de Fujimori pode sinalizar continuidade do modelo atual, enquanto a vitória de Sánchez indicaria mudanças constitucionais e sociais, com impacto possível nos investimentos.
Cenário eleitoral e governabilidade
- A composição do Congresso permanece favorável a Fujimori, com menor possibilidade de removê-la, o que influencia a governabilidade.
- Já Sánchez depende de apoiar eventos legislativos para avançar propostas, o que pode manter o status quo diante da fragmentação política.
As seções eleitorais fecham às 17h, no horário local. Resultados de boca de urna devem sair à noite; os oficiais só devem sair até meados de julho. O país acompanha com atenção o desfecho da contenda.
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