Os vira-latas caramelo, cães de rua de pelos castanhos, viraram tema de debate entre Brasil e México. Autoridades mexicanas classificaram o animal como tesouro nacional e raça nativa, o que gerou irritação entre brasileiros.
No Brasil, o caramelo é visto como símbolo cultural e mascote cotidiano. Estudos genéticos apontam que a pelagem resulta de mistura de quase 300 raças trazidas por colonizadores e imigrantes. A história é considerada parte da herança brasileira.
A pesquisa, conduzida pela DNA Pets, afirma que a composição resultou de migrações rurais para as cidades durante a industrialização, com cães de fazenda cruzando com raças domésticas urbanas. O resultado é a diversidade observada hoje.
Ao Brasil, a designação mexicana gerou repórter de descontentamento entre defensores dos animais, que destacam a origem comum dos cães entre os povos latino-americanos. A declaração mexicana foi anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente do México.
Defensores no México ressaltam que o reconhecimento pode reduzir estigmas sobre cães vira-latas. A diretora de um programa da Humane World for Animals destaca que o caramelo é uma presença comum na região, associando-se a clima e história compartilhados.
Paralelo a isso, deputados brasileiros já discutem preservação de patrimônio para os cães de rua, com leis estaduais que já reconhecem o caramelo como tesouro cultural. Em capitais como Rio de Janeiro, cães castanhos aparecem em parques e calçadões.
Em parques públicos, famílias e moradores destacam a presença dos caramelo como parte do cotidiano, com cães adotados e recebendo cuidado da comunidade. Mesmo com esse reconhecimento, muitos ainda aguardam adoção em abrigos.
O debate continua entre Brasil e México, sem conclusão formal. Enquanto isso, organizações de proteção animal reafirmam a importância de promover adoção responsável e o resgate de cães caramelo para ampliar as chances de encontrar lares.
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