A menos de iniciar a Copa do Mundo de 2026, o México reforça a segurança nas cidades-sede. O torneio terá início em 11 de junho e envolve 48 seleções distribuídas entre México, EUA e Canadá, com 104 partidas previstas. As autoridades trabalham para reduzir riscos de violência e protestos durante o evento.
Na capital e em Guadalajara, a preparação ocorre em meio a obras de infraestrutura, cobranças de ingressos e debates sobre custos. Professores ocupam ruas da Cidade do México e a violência associada ao crime organizado alimenta um clima de cautela entre moradores e visitantes.
Especialistas afirmam que o clima de festa é inferior ao de Mundiais passados. A percepção pública aponta convivência com obras públicas, maior preço de hospedagem e ingresso alto como principais fatores da ausência de euforia generalizada.
Observa-se, ainda, que a onda de violência pós-operação que resultou na morte de El Mencho ampliou a sensação de insegurança em Guadalajara e regiões próximas. A presença de forças de segurança aumentou desde então, com patrulhas constantes.
A atuação de grupos criminosos elevou medidas de proteção em estádios, aeroportos, hotéis e áreas de lazer. Governos locais preveem reforço do esquema de segurança durante partidas consideradas de maior apelo internacional.
Plano Kukulkán
Para enfrentar o cenário, o governo federal lançou o Plano Kukulkán, estratégia de segurança da Copa. A operação envolve mais de 20 órgãos federais e coordenação com autoridades locais, EUA e Canadá.
Cerca de 100 mil agentes devem atuar, somando vigilância aérea, monitoramento em tempo real e perímetros de segurança. Tecnologias antidrone devem ser usadas em estádios, aeroportos, hotéis e áreas de torcedores.
Segundo as autoridades, o objetivo é garantir proteção física e facilitar respostas rápidas a riscos como protestos, fraudes digitais, emergências sanitárias e mobilidade durante o torneio.
Segurança, turismo e perspectivas
Além da atuação policial, especialistas ressaltam que a Copa pode melhorar a imagem de Guadalajara e de Jalisco, se ocorrer com segurança. A cidade mantém tradição futebolística e recebe visitantes de países parceiros, incluindo o Brasil.
Analistas destacam que, apesar das tensões, a hospitalidade e a riqueza cultural devem favorecer a recepção a torcedores e turistas, desde que o esquema de segurança se mantenha estável ao longo do torneio.
Mortes, desaparecimentos e violência associada ao crime organizado continuam no foco das autoridades. Responsáveis apontam que a cobertura internacional da Copa é uma oportunidade para demonstrar capacidade de atuação frente a riscos.
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