O governo dos Estados Unidos classificou o regime liderado por Daniel Ortega e Rosario Murillo na Nicarágua como uma ditadura considerada inimiga da humanidade e anunciou novas restrições de visto a mais de 100 autoridades nicaraguenses e seus familiares. A medida foi anunciada na segunda-feira, 8, pelo secretário de Estado, Marco Rubio, via X.
Segundo Rubio, o Departamento de Estado impôs as restrições a quem, segundo Washington, continua a executar a agenda de repressão do governo sandinista. A ação busca pressionar o regime pela violação de direitos humanos e pela suposta atuação repressiva contra dissidentes.
Brooklyn Rivera, opositor e líder indígena ligado ao partido YATAMA, morreu no dia 30 de maio, aos 73 anos, após período de detenção prolongada na Nicarágua. A oposição classifica sua prisão como ilegal; o governo de Ortega apenas confirmou a morte no dia seguinte, mantendo o corpo sob custódia policial e determinando o sepultamento em Manágua.
O Departamento de Estado indicou que o regime é responsável pela morte de Rivera, citando declarações do vice-secretário Christopher Landau de que o opositor faleceu após anos de detenção e tratamento desumano. A diplomacia americana já havia aumentado sanções contra o governo nicaraguense no início deste ano, com mais de 2 mil nomes atingidos até o momento.
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