O partido Contrato Civil, de Nikol Pashinyan, venceu as eleições parlamentares da Armênia com 49,8% dos votos apurados. A votação ocorreu no domingo, 7, e 59% da população participou. O resultado garante maioria no parlamento sob o sistema eleitoral do país, segundo a Comissão Eleitoral Central.
A oposição pró-Rússia soma 31% dos votos e deve ocupar assentos, ainda não confirmados, no Legislativo. A eleição era vista como teste para o governo, diante de um acordo de paz com o Azerbaijão e do alinhamento mais próximo ao Ocidente. Observadores indicaram alto peso da influência russa no pleito.
Contexto e participação
O pleito ocorreu após a guerra de 2023, em que o Azerbaijão retomou Nagorno-Karabakh. Pashinyan anunciou a vitória como sinal de apoio à diversificação de alianças. O resultado acena a negociações de paz com o Azerbaijão e normalização com a Turquia, aliadas regionais.
Interferência externa e reação internacional
Observadores da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa disseram haver pressão russa pré-eleitoral, com ameaças públicas e medidas comerciais para influenciar o resultado. O Ocidente afirmou preocupações com a interferência, enquanto Moscou criticou o que chamou de intervenção ocidental.
Resultados eleitorais e cenários
As alianças de oposição Armênia Forte e Aliança Armênia obtiveram 23,2% e 9,9% dos votos, respectivamente; outro partido, Armênia Próspera, ficou abaixo do limiar de 4% para entry no parlamento. A votação transcorreu sem grandes incidentes, embora tenham ocorrido prisões de opositores antes do pleito.
Desdobramentos e próximos passos
Pashinyan comentou que a votação representa prosperidade e cooperação regional, esperando sinal positivo de Turquia e Azerbaijão. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou o líder armênio e reiterou apoio à sua trajetória democrática rumo à Europa.
Observadores apontaram que a vitória não assegura por completo a maioria necessária para convocar um referendo constitucional exigido nos acordos com Azerbaijão e Turquia. A situação deixa em aberto o ritmo das reformas constitucionais previstas.
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