Israel elevou a pressão para influenciar as negociações de paz, desafiando a participação de Washington ao atacar alvos no Irã nesta segunda-feira, 8, sinalizando que não abrirá mão de voz nas tratativas que envolvem os Estados Unidos.
Trump iniciou a guerra ao lado de Israel em fevereiro e tem buscado um acordo com o Irã, mantendo Israel à margem das conversas. O ataque israelense ao Irã ocorreu pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril, em retaliação aos mísseis disparados pelo Irã contra Israel. Teerã afirmou ter respondido aos ataques a Beirute.
Contexto da escalada
Israel e Irã suspenderam temporariamente o conflito na segunda-feira, após pressão de Trump para que as ofensivas cessem. Mesmo assim, as autoridades israelenses deixaram em aberto a possibilidade de retomar ações futuras, caso o Irã avive novas hostilidades.
Do lado americano, Trump pediu que Netanyahu suspendesse as ações no Líbano, para não comprometer as negociações com o Irã. O Irã mantém posição de exigir cessar-fogo no Líbano como condição para qualquer acordo com Washington.
Análise e desdobramentos
Apenas um dia antes, Netanyahu cancelou ataques aéreos em Beirute após uma ligação com Trump. O presidente afirmou ter cobrado respeito às relações entre Israel e os EUA, embora tenha admitido desentendimentos com o premiê israelense.
Especialistas estrangeiros destacam que a avaliação de soberania nacional norteia as decisões de Israel, com críticas de que o governo estaria restringindo ações militares para sustentar as negociações com os EUA sem assento direto na mesa.
O que envolve a mesa de negociações
Antes da decisão de atacar o Irã, Netanyahu reuniu integrantes de segurança e defesa para alinhar objetivos de uma possível escalada de curto prazo. O objetivo apontado por autoridades israelenses foi assegurar que acordos entre EUA e Irã não limitem a possibilidade de Israel agir contra o Hezbollah no sul do Líbano, nem reduzir sua presença na região.
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