A vitória do partido Contrato Civil, do premiê Nikol Pashinyan, nas eleições legislativas da Armênia ocorreu no domingo (7). Os resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira apontam 49,8% dos votos para a chapa de Pashinyan, 23,3% para a Aliança Armênia Forte. A eleição ocorreu em um panorama de debate sobre o equilíbrio entre Ocidente e Rússia.
O pleito consolidou a guinada geopolítica do país para o Ocidente, embora Pashinyan tenha reafirmado a intenção de manter relações estáveis com a Rússia. A oposição acusa o governo de autoritarismo e de uso de instrumentos estatais contra críticos.
A participação eleitoral ficou em 59%, segundo a Comissão Eleitoral. Além do Contrato Civil, a Aliança Armênia Forte de Samvel Karapetyan obteve 9,9% e o partido Armênia Próspera teve 4% dos votos. O resultado deve permitir a formação do próximo gabinete.
Ato político e contexto
Pashinyan, ex-jornalista de 51 anos, descreveu a vitória como histórica e enfatizou a cooperação com o Ocidente. Ele sinalizou desejo de adesão mais próxima à UE, mantendo canais com a Rússia, sem romper completamente com Moscou.
A campanha enfatizou a imagem de líder próximo ao povo e crítico das elites pós-soviéticas. O oposicionista Karapetyan, sob prisão domiciliar desde 2025, denunciou violações e pressões contra a oposição. As acusações não foram verificadas de forma independente.
Reações internacionais
A Comissão Europeia afirmou apoio à Armênia, destacando aproximação com a União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou apoio à integração europeia da Armênia. Do lado russo, o Kremlin criticou suposta pressão externa sobre a oposição.
A Rússia, principal parceira econômica, havia imposto restrições às importações agrícolas da Armênia. A relação com Moscou continua marcada pela história, apesar da pivô de política externa da nação caucasiana.
Perspectivas
O resultado coloca o Contrato Civil com cadeiras suficientes para formar o governo, mas sem maioria para reformas constitucionais. Analistas ressaltam que avanços com o Azerbaijão ainda dependem de negociações regionais complexas e de garantias de segurança. AFP contribuiu para a cobertura.
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