O ONPE iniciou a apuração das seções do exterior. As primeiras 12 sessões estão localizadas na Argentina. Keiko Fujimori busca vantagem entre peruanos residentes fora do país e já lidera com 56,9% dos votos apurados nesse dam.
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez adotaram cautela, evitando agenda pública e permanecendo em suas residências à medida que a disputa se intensifica.
A apuração no exterior pode se tornar decisiva pela pequena diferença entre os candidatos. Analistas destacam que o resultado depende bastante dos votos vindos de fora do Peru.
Crise política
Analistas apontam que a eleição reflete uma crise de legitimidade, com o Peru buscando um nono presidente na última década. Quatro ex-presidentes estão presos por acusões de corrupção.
O analista Jeffrey Radzinsky afirma que há desconexão entre liderança e expectativas do eleitorado, com menor peso simbólico do cargo presidencial.
Urpi Torrado, da Datum Internacional, diz que a votação está marcada pela rejeição, não por entusiasmo, segundo avaliação de parte do eleitorado.
Fujimori concorre pela quarta vez, com uma linha dura contra o crime, citando o legado de seu pai. Sánchez, herdeiro de esquerda, moderou propostas para atrair centro e investidores.
O país enfrenta Congresso fragmentado, aumento da criminalidade e uma população em que boa parte não acredita que o próximo presidente concluirá o mandato de cinco anos.
O resultado final dependerá do desempenho dos votos no exterior, ainda não amplamente contabilizados. Dados de fontes internacionais foram usados para contextualizar a apuração.
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