Nikol Pashinyan assegurou a reeleição na Armênia, país de 3 milhões de habitantes, mesmo após liderar o país a uma derrota militar para a Azerbajão em 2023. O resultado ocorreu em meio a pressão econômica e política de Moscou e a uma disputa acirrada com adversários pró-Rússia, especialmente o bilionário Samvel Karapetyan. A campanha enfatizou uma saída do “conflito-trap” e a normalização de relações com Turquia, bem como o aproximar-se da Europa e dos Estados Unidos.
A vitória ocorreu em um pleito marcado por debates sobre o futuro do país em relação a Azeri e Turquia, além de críticas à gestão de Pashinyan e às instituições. Analistas destacam que a polarização persiste, com a oposição sobressaindo menos articulada e ligada a interesses próximos de Moscou. A eleição também coincidiu com relatos de operações de influência da Rússia e com pressões econômicas sobre a Armênia.
Contexto político e desdobramentos
Pashinyan apresenta-se como reformista, conciliando um viés pró-Oeste com um estilo populista. Em comício, ele defendeu abraçar negociações de paz com Azeri e uma reaproximação com Turquia, argumento para atrair votos de setores que desejam estabilidade econômica e oportunidades comerciais. Críticos veem risco à democracia, citando prisões de opositores e uma atuação governamental mais centralizada.
Desafios e próximos passos
Mesmo com a vitória, o premiê não assegurou maioria qualificada para emendar a constituição, o que pode dificultar acordos de paz finais com a Azeri. Moscou tem sinalizado retaliação econômica caso a rota estratégica de aproximação com o Ocidente avance. Pashinyan precisa gerir relações com a Rússia, ainda fundamental para energia e comércio, e manter o apoio interno para reformar o aparato institucional.
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