A República Democrática do Congo confirmou 515 casos de ebola, com 91 óbitos, no surto declarado em Ituri. Os números referem-se a 27 novas amostras positivas nas últimas 24 horas, segundo o governo local. A cepa responsável é Bundibugyo, para a qual não há vacina ou tratamento aprovado. O surto teve início em 15 de maio.
A taxa de letalidade, segundo a OMS, está abaixo de 25%, menor do que em surtos anteriores no Congo. Esses dados contrastam com o histórico da doença na região, marcada pela variante Zaire, mais letal no passado. No momento, Uganda registra óbito e casos em monitoramento.
As autoridades ressaltam que a transmissão ocorre por contato próximo com fluidos de pessoas sintomáticas. O período de incubação pode chegar a 21 dias, o que sustenta medidas de vigilância e monitoramento em áreas afetadas. Profissionais de saúde seguem mobilizados pela resposta.
Situação internacional e medidas de controle
Autoridades dos EUA destacam a necessidade de intervenções contundentes para evitar avanço significativo do surto. Um alerta recente aponta para a possibilidade de escala semelhante à crise de 2014 na África Ocidental, caso não haja ações rápidas.
O governo dos EUA anunciou medidas de quarentena para cidadãos americanos no Congo, com centros de controle sanitário. Viajantes que passaram pelo Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias serão redirecionados a aeroportos específicos para avaliação de saúde.
A transmissão ocorre por contato direto com pacientes sintomáticos. As equipes de saúde continuam atuando para romper cadeias de transmissão e reduzir novas infecções. Centenas de profissionais estão envolvidos na resposta ao surto em território congolês.
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