Sri Lanka proibiu a compra e o uso de garrafas plásticas de uso único em todas as instituições governamentais a partir de 31 de maio, segundo uma circular do governo. A medida visa reduzir o consumo de plástico dentro do setor público, especialmente em reuniões, eventos e atividades oficiais.
A Diretoria-Geral da Autoridade Ambiental Central (CEA) coordena a implementação. A circular orienta o uso de alternativas reutilizáveis e melhora da infraestrutura de água potável nas instituições públicas, para evitar desperdícios e lixo plástico.
O país enfrenta um problema crescente de poluição por plástico. O Inventário Nacional de Resíduos Plásticos aponta geração anual de aproximadamente 250 mil toneladas de plástico municipal. A reciclagem fica em torno de 11% do total, enquanto grande parte fica sem recolhimento e é Incinerada ou descartada ilegalmente.
Estudos indicam que cerca de 70% do plástico gerado em Sri Lanka é de uso único, incluindo milhões de copos de iogurte, embalagens e sacolas. A transição busca reduzir o volume de garrafas descartáveis em ambientes oficiais, incentivando estações de refil e água filtrada.
Desafios de implementação
Especialistas destacam a necessidade de fiscalização eficiente para que a proibição seja efetiva. Organizações ambientais enfatizam que a legislação deve vir acompanhada de monitoramento, metas de reciclagem e alternativas acessíveis para evitar desvio ou cumprimento precário.
A iniciativa de limitar o uso de sacolas plásticas também segue uma linha de políticas anteriores, que já restringiram itens como sacolas finas, embalagens e utensílios descartáveis. Em paralelo, há pressão para que varejistas comecem a cobrar por sacolas de polietileno.
Responsabilidade ampliada aos produtores
O governo também planeja fortalecer a responsabilidade estendida do produtor (EPR). Fabricantes e importadores de garrafas plásticas deverão recolher e reciclar parte do plástico comercializado, ampliando a responsabilidade pelo pós-consumo. A medida busca aumentar a taxa de reciclagem e reduzir a fuga de resíduos.
Pesquisas locais indicam que reduzir o peso das embalagens de bebidas pode trazer quedas significativas no plástico gerado. Estudos apontam oportunidades imediatas para tornarem as embalagens mais leves sem comprometer qualidade, contribuindo para a redução de resíduos no curto prazo.
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