Ao ordenar o ataque ao Irã no fim de fevereiro, o presidente dos EUA prometeu destruir as principais instalações nucleares iranianas e só parar diante da suposta rendição incondicional. A manobra abriu uma trajetória de tensão com consequências econômicas e militares.
Apesar de três meses de guerra e dois de cessar-fogo, o programa nuclear iraniano segue intacto e não houve acordo de paz. A retomada de ataques entre Irã e Israel, nos últimos dias, deixou o cenário mais complexo e mostrou que Trump não conduz mais o processo com a mesma eficácia de antes.
De um lado, o Irã reage aos bombardeios israelenses com retaliações; de outro, Israel mantém operações na região. O presidente americano chegou a fazer um apelo público para que os dois lados interrompessem a troca de mísseis, para não atrapalhar negociações amplas.
Volatilidade no mercado e novos cenários
O Brent, referência global, caiu de cerca de US$ 98 para cerca de US$ 95 por barril após o intervalo de hostilidades ser suspenso. Mesmo assim, o preço permanece acima de US$ 72, nível pré-conflito, refletindo incertezas persistentes.
O rompimento da trégua expôs a dificuldade de avançar para um acordo com rapidez. O Irã sinaliza que não tem pressa e exige retirada de forças israelenses, gestão sobre o Estreito de Ormuz e garantias de não busca nuclear, com redução de urânio enriquecido.
Analistas veem o cenário como um indicativo de que Trump enfrenta um dilema com poucas opções. Segundo especialistas, manter a pressão econômica, recuar abrindo espaço para um acordo ou retomar ações militares são caminhos com custos elevados.
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