Empresas chinesas, entre elas Alibaba e Baidu, contestam a inclusão de seus nomes numa lista do Pentágono que aponta ligações com as Forças Armadas da China. A designação impõe restrições nos EUA, segundo a autoridade militar. A atualização da relação foi divulgada na segunda-feira (8).
O Pentágono informou que a lista revisada inclui dezenas de companhias de tecnologia, robótica e biotecnologia, como Unitree, NIO, BYD, CALB e EVE Energy. Alega que essas empresas supostamente dão suporte ao aparato militar do país.
A Alibaba afirmou não haver base para a inclusão, ressaltando que não é empresa militar nem participa de fusão militar-civil. A empresa disse que tomará medidas legais contra eventuais deturpações.
A Baidu rejeitou categoricamente a designação, afirmando não existir justificativa plausível. A empresa indicou que usará todos os meios legais disponíveis para buscar a retirada da lista.
A RoboSense Technology, fabricante de sensores para robôs e veículos, afirmou nunca ter atuado no setor militar e se manter como empresa voltada a tecnologias civis. A empresa disse que não há envolvimento com atividades militares.
A NIO, fabricante de veículos elétricos, afirmou não ser empresa militar e não contribuir para fusão militar-civil na indústria de defesa da China. A companhia também disse que a designação não afetará seus negócios e buscará diálogo com o Departamento de Defesa dos EUA.
BYD e Unitree não responderam a pedidos de comentário do The Wall Street Journal até o momento.
Reações do mercado
A repercussão no mercado variou. Em Hong Kong, a WuXi AppTec registrou queda de 3,7% nesta terça-feira; BYD subiu 0,4% e Baidu avançou 0,5%. Alibaba caiu 1,4% e RoboSense cedeu 0,8%, segundo Dow Jones Newswires.
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