O segundo turno da eleição presidencial no Peru ainda não definiu o vencedor, mas ficou claro que o próximo presidente terá de governar com forte oposição no Congresso. A disputa segue empatada entre forças de esquerda e direita, refletindo o atual equilíbrio institucional.
Com 95% das urnas apuradas, o esquerdista Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, liderava com 50,1% dos votos válidos, contra 49,9% de Keiko Fujimori, do Força Popular. A diferença é ajustada por projeções de contagem rápida, que se baseiam em resultados parciais.
A apuração mais recente indicava que o resultado final pode levar ainda cerca de um mês para ser formalizado, mantendo o Peru em estado de incerteza até a confirmação oficial. O país busca evitar novo ciclo de instabilidade.
A composição do Congresso mostra força quase equivalente entre as duas maiores forças. O bloco de Fujimori tem 22 senadores e 41 deputados, enquanto Sánchez soma 14 senadores e 32 deputados, exigindo alianças para qualquer maioria.
Analistas apontam que o Peru vive anos de fragmentação política, com nove presidentes no período recente, incluindo um mandato de Dina Boluarte. A polarização persiste, dificultando governabilidade estável independentemente do vencedor.
Para universitários e especialistas, a prioridade é que o novo presidente consiga iniciar e manter mandatos sem crises severas. A expectativa aponta para maior necessidade de construção de coalizões sólidas no Legislativo.
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