Os Estados Unidos, França, Reino Unido e outros aliados alertaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas de que o Irã possui urânio enriquecido em quantidade suficiente para potencialmente fabricar uma arma nuclear. A mensagem foi apresentada na sessão realizada em Nova York, durante a reunião do órgão, com o foco na transparência do programa nuclear iraniano.
Desse modo, o embaixador da França na ONU, Jérôme Bonnafont, representando as delegações de Bahrein, Dinamarca, Grécia, Reino Unido, Letônia, EUA, Emirados Árabes Unidos, França e União Europeia, citou dados da AIEA. Segundo ele, Teerã mantém mais de 400 kg de urânio enriquecido, o que, para as delegações, representa quantidades significativas de material de alto enriquecimento.
De acordo com Bonnafont, não haveria justificativa crível para manter esse volume de material se o Irã não pretende desenvolver uma arma nuclear. O diplomata enfatizou que o estoque sinaliza riscos relevantes para a não proliferação, reforçando a necessidade de um acordo sólido, verificável e crível para impedir avanços no programa nuclear.
Posições no Conselho de Segurança
No mesmo contexto, Rússia e China contestaram a retomada das sanções ao Irã, questionando o mandato do Conselho para renovar medidas. A votação ocorreu sem consenso entre os membros, com apenas Moscou e Pequim se manifestando contrários à proposta; o Paquistão se absteve.
A discussão gira em torno do mecanismo de reimposição automática de sanções, conhecido como snapback, previsto no acordo nuclear de 2015. O instrumento permitiria restabelecer as punições caso haja descumprimento significativo por Teerã, conforme o texto original do acordo entre o Irã e as potências.
Contexto do snapback
Em 2025, França, Alemanha e Reino Unido defenderam a reativação do snapback, apontando violações por Teerã. Por sua vez, Rússia e China buscaram prolongar por seis meses a suspensão gradual das sanções da ONU, porém a iniciativa não foi aprovada.
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