As eleições presidenciais do Peru, realizadas no domingo, seguem indefinidas com cerca de 20 mil votos de diferença entre os candidatos. Roberto Sánchez, da esquerda, e Keiko Fujimori, da direita, disputam o segundo turno mesmo com 95,9% das urnas apuradas.
Um especialista de Harvard analisa o pleito em entrevista ao Conexão Record News. Ele destaca que a disputa é a mais acirrada da região até o momento e aponta visões políticas antagônicas entre os candidatos, além de legados de líderes anteriores.
Sánchez está ligado ao governo de Pedro Castillo, ex-ministro do atual governo, que foi preso. O candidato sinaliza reformas constitucionais e um eventual indulto a Castillo, segundo o comentarista.
Já Fujimori busca distanciar-se do histórico de seu pai, Alberto Fujimori, mas voltou a enfatizar o combate ao crime em sua campanha, consolidando um eixo de segurança pública comum a candidaturas de direita na região.
Contexto político e padrões regionais
A análise ressalta que a direita sul-americana tem adotado bandeiras de combate à criminalidade, um movimento observado em diversos países da região, especialmente após ciclos de crescimento econômico com volatilidades institucionais.
Segundo o especialista, o panorama peruano dialoga com tendências vistas no Brasil e em outros países, onde a agenda de segurança pública ganhou centralidade em campanhas eleitorais. A comparação ajuda a entender a volatilidade do voto em meio a instabilidade política.
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