O médico palestino Hussam Abu Safiya, detido por Israel há mais de 500 dias sem acusações formais, foi transferido para uma cela solitária em condições precárias. A ONG Médicos pelos Direitos Humanos de Israel (PHRI) denuncia falta de atendimento médico, escassez de alimentos e espaço mínimo.
Abu Safiya estava na prisão de Keziot, no Deserto de Negev, e foi encaminhado para a penitenciária de Ramon, parte do complexo prisional de Ganot. Um advogado da PHRI que visitou o médico assegura que as condições violam direitos humanos, com tratamento médico insuficiente e alimentação irregular.
O filho Elyas afirma que o pai já sofreu com estilhaços na prisão em 2024, passou por cirurgia e não se recuperou plenamente, apresentando dores e inchaço persistentes. O relato descreve ainda dificuldades de higiene e de troca de roupas nos primeiros meses de detenção.
Hussam Abu Safiya era diretor do hospital Kamal Adwan, em Gaza, um dos poucos serviços médicos em funcionamento no território durante o conflito com o Hamas. Ele foi classificado como um “combatente ilegal” sem processo formal, conforme informações divulgadas por organizações de direitos humanos.
Além dele, mais 375 profissionais de saúde foram presos por Israel, segundo a PHRI. A organização aponta que esse conjunto de detenções amplia o impacto sobre o atendimento médico na região, especialmente em contextos de conflito.
Não houve confirmação oficial de acusações, o que mantém a detenção sob sigilo legal. As famílias e entidades internacionais aguardam esclarecimentos sobre o andamento jurídico e as condições na unidade de Ramon.
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