Na Cidade do México, a expectativa pela abertura da Copa do Mundo convive com protestos de trabalhadores da educação e descontentamento social. O foco é o jogo México x África do Sul, marcado para quinta-feira, no Estádio Azteca, com manifestações ocorrendo junto às vias de acesso ao estádio.
A marcha, liderada por um grupo dissidente da CNTE, cobra o cumprimento de compromissos governamentais com a categoria. Gritos contra o governo foram ouvidos durante a passeata, que também reuniu mães de mais de 130 mil desaparecidos, segundo relatos de imprensa.
O protesto ocorreu na região central da capital, com policiais acompanhando a movimentação e instalando barreiras ao redor do estádio. A presença de bandeiras e faixas reforçou a leitura de que há prioridades distintas para a população local.
Protestos e mobilização social
A tensão social, aliada à expectativa pela estreia da seleção, contribuiu para uma imagem de cidade dividida entre torcedores e moradores insatisfeitos. Em meio ao clima tenso, houve espaços de intercâmbio de figurinhas e exposição do troféu da Copa, atraindo milhares de pessoas.
Segundo organizadores, entre 15 mil e 20 mil visitantes passaram pela praça de acesso ao estádio nos quatro dias anteriores ao jogo. Autoridades promoveram ações para reduzir deslocamentos, como orientações de home office e medidas de segurança.
Contexto da edição e participação
A cúpula da FIFA participa dos preparativos, enquanto a Federação Mexicana de Futebol e a Confederação Brasileira de Futebol mantêm atividades ligadas ao evento. O jogo tem arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, brasileiro, programado para as 16h (horário de Brasília).
Um motorista de van, ouvido pelo UOL, afirmou que a empresa exigirá que trabalhadores usem a camisa da seleção nos dias de jogo. A declaração ressalta o envolvimento da população com o torneio, mesmo diante de críticas ao governo.
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