A ONU concluiu que autoridades de Israel protegiam colonos durante ataques contra palestinos na Cisjordânia, com o apoio financeiro e militar do governo. O relatório aponta que as forças israelenses atuaram como proteção para colonos, em um contexto de impunidade institucional. O documento foi divulgado nesta terça-feira pela Comissão de Inquérito sobre o Território Palestino Ocupado.
Segundo a apuração, ataques a vilas palestinas e a terras agrícolas aumentaram 130% desde 2023. Observou-se a participação de grupos de agressores encapuzados e o envolvimento rotineiro das forças de segurança com os colonos, segundo o relatório. Além disso, os autores afirmaram que a proteção institucional facilita as hostilidades.
O relatório também indica que o governo de Israel rejeita as acusações, descrevendo os episódios como incidentes isolados que violam protocolo militar e são objeto de investigação. Grupos de direitos humanos apontam que há dificuldade em punir os responsáveis.
Violências e crimes de guerra no Hamas
A comissão denuncia abusos graves na Faixa de Gaza, sob controle do Hamas. Forças afiliadas ao Hamas teriam participado de pelo menos 60 dos 249 casos de execuções e violência entre 2024 e 2025, incluindo espancamentos com objetos metálicos.
Casos de execuções públicas, envolvendo 11 homens, também foram registrados. A comissão considera esses atos crimes de guerra e violações do direito internacional, segundo o relatório.
A análise releva que os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o Hamas e outros grupos mataram 1.200 pessoas, tomaram reféns e destruíram propriedades, seriam crimes de guerra. O recuo israelense a Gaza resultou em milhares de mortes e destruição no território.
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