O Financial Times aponta que o Kremlin desativou temporariamente parte do sistema de câmeras de vigilância usadas para proteger Putin e aliados. A medida ocorreu após receios de que a rede pudesse ser explorada em uma tentativa de assassinato, segundo a publicação.
A verificação técnica que seguiu visou reduzir vulnerabilidades e isolar o sistema da internet. As câmeras voltaram a operar apenas após essa revisão, com alterações para dificultar o acesso externo às imagens.
Autoridades passaram a enxergar as próprias redes de vigilância como potenciais pontos de vulnerabilidade, diante da capacidade da inteligência artificial de analisar grandes volumes de vídeo. O tema ganhou destaque em reportagens internacionais.
Reforço na segurança de Putin
O aumento das medidas de segurança around do presidente russo também se deu no contexto do complexo presidencial de Valdai, que recebeu novos sistemas de defesa aérea nos últimos anos, ampliando a proteção do local.
Relatórios de jornalistas internacionais associam o endurecimento a temores de atentados e a tentativas de desestabilização vindas de dentro da elite russa. Combina-se com avaliações de risco que ligam o cenário a possíveis golpes de Estado.
Segundo um serviço de inteligência europeu, Putin teme ainda ataques com drones articulados pela própria elite política. O canal VChK-OGPU já havia indicado, em abril, preocupações com ataques internos organizados em Moscou, não apenas de fora.
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