O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, afirmou que Moscou e Minsk estão prontos a usar “todos os meios, inclusive nucleares” para defender a Rússia e a Bielorrússia. A declaração foi feita em entrevista ao jornal Izvestia, em meio a uma parceria econômica e militar entre os dois países.
Galuzin destacou que as modalidades de cooperação entre as forças armadas e as agências de segurança russas e bielorrussas são constantemente aprimoradas e que o acordo de garantias mútuas de segurança, assinado em dezembro de 2024, obriga apoio recíproco em caso de ameaças.
O Izvestia disse que a Otan realiza exercícios próximos às fronteiras do Estado da União e que há incremento de drones. O comandante da Força Aérea e da Defesa Aérea da Bielorrússia, Andrei Lukyanovich, afirmou que o número de provocações com drones tem aumentado.
Contexto regional e histórico
Em maio, Belarus e Rússia realizaram exercícios envolvendo armas nucleares da Rússia. Belarus faz fronteira com Polônia, Lituânia e Letônia, membros da Otan. O regime de Lukashenko nega envio de tropas para a Ucrânia, mas coopera com a Rússia no conflito.
Antes da invasão de 2022, Belarus permitiu exercícios militares no seu território. Com a ofensiva, tropas russas avançaram pelo norte da Ucrânia a partir da fronteira belorussiana, chegando a tentar cercar Kiev, mas recuaram. Em 2023, Lukashenko autorizou abrigar mísseis nucleares táticos russos e lançadores de mísseis para ataques à Ucrânia.
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