China e Taiwan trocaram acusações nesta quarta-feira sobre a legalidade de patrulhas da guarda costeira chinesa a leste da ilha, após Taipé afirmar que navios mercantes foram assediados em águas próximas.
A imprensa estatal chinesa informou, no fim do fim de semana, que embarcações foram enviadas para uma operação de fiscalização do tráfego marítimo nas águas a leste de Taiwan, em resposta a negociações fronteiriças entre Japão e Filipinas anunciadas no mês anterior.
Taiwan rebateu as alegações, dizendo que as patrulhas do continente têm buscado informações sobre origem e destino das viagens e pretendem afirmar jurisdição sobre a área, o que considera ilegal. O governo taiwanês afirma que apenas o povo de Taiwan decide seu futuro.
Zhang Han, porta-voz do Escritório de Assuntos da China em Pequim, garantiu que as ações são legítimas e visam salvaguardar soberania e direitos marítimos, segundo a agência estatal. Ele afirmou que a guarda costeira chinesa atua conforme a lei e que o controle da região será fortalecido.
Taiwan reagiu com argumentos de que Pequim não reconhece a soberania taiwanesa e que a China busca ampliar influência usando a lei como pretexto. O secretário-geral do gabinete taiwanês, Xavier Chang, classificou as ações como violação de leis e convenções internacionais.
Paralelamente, Taiwan tem feito promotores de aproximação com as Ilhas Pratas, apontadas por Taipé como áreas estratégicamente relevantes no extremo norte do Mar do Sul da China. Zhang reiterou que a China mantém soberania sobre as Pratas e classificou as patrulhas como normais.
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