O futuro das negociações de paz no Oriente Médio ficou em suspenso após o Ministério das Relações Exteriores do Irã anunciar que precisa reavaliar sua participação, enquanto o presidente americano afirmou que Teerã terá de pagar o preço. Washington havia realizado ataques preventivos durante a madrugada em retaliação ao suposto downing de um helicóptero militar dos EUA perto do estreito de Hormuz, e o Irã respondeu com uma série de ataques a bases americanas no Kuwait, Bahrein e Jordânia.
Os ataques de ida e volta marcaram o mais grave episódio desde o cessar-fogo estabelecido no início de abril, em meio a negociações estagnadas para transformar o cessar-fogo em uma paz duradoura. O rompimento de partes do acordo ampliou tensões e reavivou batalhas pontuais entre as partes.
Desdobramentos militares e diplomáticos
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que os ataques norte-americanos colocam em risco as negociações em curso e acusou Washington de minar a diplomacia. Também citou violações israelenses no Líbano como fator disruptivo.
Trump comentou em rede social que o país vizinho demorou a chegar a um acordo que seria benéfico ao Irã e que haveria de pagar um preço. Em resposta, o Exército dos EUA descreveu os ataques como uma resposta proporcional ao derrubamento do helicóptero, ressaltando que as bases americanas teriam sido atingidas em acompanhamento.
O Irã informou que mira incluiu a ilha de Qeshm e Sirik, com relatos de explosões em Bandar Abbas. O IRGC declarou que retaliará com contundência se houver novo ataque americano. Por sua vez, as forças dos EUA disseram ter interceptado quase toda a maioria dos mísseis e drones iranianos, sem relatos imediatos de baixas ou danos a instalações.
Situação no terreno e perspectivas
Horas antes dos ataque, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez declarações duras em rede social, sinalizando preferência pela diplomacia, mas destacando capacidade de resposta em outras formas. Apesar da escalada, um funcionário da Casa Branca disse que um acordo pode ainda estar próximo, com negociações e ações militares ocorrendo em paralelo.
Paralelamente, o conflito entre Israel e Hezbollah permanece ativo, com tentativas de separar os frontes de Líbano e da região. Relatos indicam que Israel realizou ataques na região sul do Líbano, enquanto o Hezbollah ataca militares israelenses. O cenário envolve, ainda, o estreito de Hormuz, via de passagem de grande parte do petróleo global, que continua sob controle iraniano em meio a sanções internacionais.
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