OIrã e EUA trocaram ataques pelo segundo dia seguido, pressionando o cessar-fogo assinado em abril. Fontes oficiais apontam ações de retaliação entre as duas partes, após declarações de maior força de Washington para pressionar Teerã.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que realizou ataques de autodefesa na madrugada local, reagindo a ataques anteriores do Irã. Washington afirma que as ações visam interromper agressões contínuas contra bases americanas no Oriente Médio.
Em resposta, o Irã avança com ataques a bases norte-americanas na região do Golfo, segundo autoridades iranianas. Informações governamentais do Bahrein e do Kuwait indicaram danos a estruturas civis e, em alguns casos, interrupção de serviços na noite investida.
Desdobramentos militares na região
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter atingido alvos próximos a navios no Estreito de Ormuz e destruído equipamentos de defesa aérea de países aliados aos EUA. Tais relatos não foram verificados de forma independente.
O Irã também afirmou ter lançado mísseis contra centros de comando na Jordânia, enquanto o Centcom negou descontinuidade no tráfego marítimo pela região, destacando que navios comerciais ainda transitavam pelo Estreito de Ormuz.
No Bahrein, sirenes de alerta aéreo foram acionadas e houve relatos de danos a imóveis e veículos. No Kuwait, o Exército afirmou ter interceptado alvos aéreos; o espaço aéreo foi temporariamente fechado devido aos ataques.
Contexto diplomático e mercado
A escalada ocorre diante de um cessar-fogo frágil, vigente desde abril, cuja renovação tem sido alvo de impasses diplomáticos. O mercado de petróleo reagiu com leve alta, com o Brent passando de US$ 95 o barril após os ataques.
Autoridades da ONU destacaram que o Oriente Médio se aproxima de uma crise maior, se as hostilidades continuarem sem progressos diplomáticos. O órgão pediu retomada urgente de negociações para evitar uma escalada maior.
Entre na conversa da comunidade