A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter lançado ataques com mísseis de longo alcance contra bases americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein. Segundo o comunicado, alvos incluídos foram hangares de caças F-35 e um centro de comando. A ação ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizar nova ofensiva aérea contra o Irã em resposta à queda de um helicóptero de ataque perto do Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes do helicóptero foram resgatados.
O governo iraniano disse estar pronto para responder de forma “esmagadora e decisiva” a qualquer nova agressão dos EUA. Em reação, autoridades jordanianas afirmaram que cinco mísseis disparados contra Al-Azraq foram interceptados. O Ministério da Defesa do Kuwait também informou neutralizar alvos aéreos hostis. Já o Bahrein informou que as defesas aéreas repeliram ataques iranianos.
A escalada ocorre em meio a tensões no Golfo Pérsico, região estratégica para o comércio global. O Irã também criticou as negociações de paz, afirmando que o processo diplomático sofre com ações militares americanas. O porta-voz Esmaeil Baghaei acusou Washington de dificultar o diálogo, citando violações de cessar-fogo na região.
Queda do helicóptero ocorreu por volta das 3h30, horário local, ao largo da costa de Omã, durante patrulha militar, segundo o Centcom. Os dois tripulantes foram resgatados por um drone marítimo americano cerca de duas horas depois. Foi a primeira perda de um Apache desde o início da atual fase de hostilidades.
Trump alegou que o Irã derrubou o helicóptero e prometeu resposta dos EUA. O Centcom informou que realizou ataques de autodefesa como resposta proporcional à agressão. A ligação entre o incidente no Ormuz e os ataques iranianos se mantém sob escrutínio internacional, com informações ainda em apuração pelas partes envolvidas.
Desdobramentos regionais
O Irã reforçou que pretende manter a pressão até que haja avanços diplomáticos. A diplomacia do Irã destacou que o objetivo é encerrar conflitos em toda a região, incluindo Líbano e outras frentes. O Líbano, por sua vez, tem críticas ao uso do país como instrumento de negociação regional.
Reação internacional e contexto
Explosões foram registradas na costa do Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, vias cruciais para o petróleo. Autoridades de países vizinhos acompanharam de perto a evolução dos ataques. Observadores ressaltam que a escalada pode impactar o fornecimento global de energia e aumentar a volatilidade nos mercados.
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