O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica aprovou nesta quarta-feira uma resolução apoiada pelos EUA que exige que o Irã declare seus estoques remanescentes de urânio enriquecido e permita inspeções da agência. A decisão pode influenciar as negociações entre Washington e Teerã.
A resolução, apresentada pelos EUA, Reino Unido, França e Alemanha, foi aprovada com 21 votos a favor, 3 contrários e 10 abstenções. Rússia, China e Níger votaram contra, segundo diplomatas presentes na reunião a portas fechadas.
O Irã classificou a proposta como tentativa de encobrir ações militares, destacando que inspetores já teriam acesso às instalações antes dos ataques. O país também informou que não indicou o destino do urânio enriquecido ou permitiu o retorno dos inspetores aos locais bombardeados.
Dados da AIEA apontam que grandes instalações de enriquecimento foram atingidas em ataques israelenses e americanos no ano passado, mas parte do material pode ter sobrevivido. A agência exige informações completas sobre inventários e acesso para verificação.
A missão iraniana à AIEA pediu cautela ao Conselho diante do caminho a seguir. Em várias ocasiões, Teerã reagiu a resoluções com medidas de maior cooperação ou com suspensão de certos encontros de verificação.
Paralelamente, EUA e Irã mantêm negociações para ampliar um cessar-fogo e discutir questões que vão além do programa nuclear. As partes buscam criar condições para conversas mais amplas no futuro próximo.
Quem acompanha o tema ressalta que o Irã teme restrições adicionais e que novas inspeções podem intensificar a pressão sobre o programa de enriquecimento. A AIEA afirmou que o material em estoque pode ter potencial para etapas adicionais de enriquecimento.
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