O Irã afirma ter atacado bases militares dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein com mísseis e drones nesta quarta-feira, em retaliação aos bombardeios americanos contra alvos iranianos no estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária informou os ataques e disse que parte deles foi interceptada pelas defesas aéreas.
A ofensiva iraniana ocorreu poucos dias após a derrubada de um helicóptero Apache americano, segundo declarações de Washington. O Irã sustenta que não realizou operações aéreas ofensivas recentes no estreito de Ormuz.
Os EUA disseram ter atacado sistemas de defesa aérea, centros de comando e radares iranianos em resposta. Autoridades americanas apontam que quase 20 alvos iranianos foram atingidos, com os ataques durando cerca de quatro horas. Os militares afirmaram que quase tudo foi interceptado.
A Guarda Revolucionária afirmou ter visado quatro instalações da base de Al-Azraq, na Jordânia, incluindo hangares de F-35. O Exército dos EUA não divulgou detalhes sobre danos nas instalações da base. Interceptação ocorreu também no Kuwait e no Bahrein.
As forças jordanianas, kuwaitianas e bahrenitas disseram ter neutralizado mísseis e drones. Não há confirmação imediata de feridos entre militares dos EUA ou danos significativos às bases. Pequenas quedas de destroços foram registradas em alguns locais.
A diplomacia segue tensa: o Irã anunciou que irá reavaliar o engajamento com Washington após as violações do cessar-fogo. Em resposta, autoridades americanas reiteraram que a retaliação foi proporcional e voltada a reduzir riscos de novas ações.
Analistas veem o episódio como um novo obstáculo à diplomacia para encerrar a guerra na região e ao restabelecimento do trânsito no estreito de Ormuz, essencial para o abastecimento global de energia. As negociações, mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, permanecem em estágio limitado.
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