O governo brasileiro afirma que um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante a Cúpula do G7 não deve ocorrer. O evento acontece em Paris, na França, entre 15 e 17 de junho. Lula participa como convidado, sem vínculo formal com o grupo.
Marcio Rosa Elias, ministro do MDIC, disse que é pouco provável uma reunião bilateral entre os dois líderes durante a cúpula. Em contraste, Sidônio Palmeira, da Secom, comentou que uma conversa informal não está descartada, ainda que não haja agenda marcada.
Segundo Palmeira, o G7 é um espaço pequeno e encontros informais já ocorreram em outras ocasiões, mas não há confirmação de reunião oficial entre Lula e Trump. O tema de possíveis conversas envolve ações recentes dos Estados Unidos contra o Brasil e tarifas sobre produtos brasileiros.
Encontro anterior entre os dois ocorreu no início de maio na Casa Branca, antes de decisões norte-americanas sobre classificações de organizações brasileiras como terroristas e a sugestão de novas tarifas. Fontes do Palácio do Planalto avaliam a possibilidade de avançar em temas além do que foi discutido em maio.
Possível diálogo informal
Analistas destacam que, mesmo sem agenda oficial, conversas informais podem ocorrer durante a agenda restrita do G7. A participação do Brasil no evento é tradicionalmente autorizada, com horários abertos para discussões com outros líderes.
Contexto internacional
O governo brasileiro busca estabilidade nas relações com os EUA e reverter medidas com impacto sobre setores exportadores. A reunião de alto nível entre Lula e Trump permanece incerta, sem confirmação de encontro bilateral durante a cúpula.
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