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ONU pede aos EUA reavaliarem política de imigração durante a Copa

ONU pede que os Estados Unidos revisem sua política de imigração durante a Copa, após torcedores, árbitro somali e dirigentes serem impedidos de entrar

Comissário criticou o governo de Donald Trump depois que torcedores, um árbitro somali da Fifa e dirigentes de equipes foram impedidos de entrar no país para a competição, e pediu mudanças.
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A ONU pediu aos Estados Unidos que reconsiderem suas práticas de imigração durante a Copa do Mundo, citando violações de direitos humanos. O alerta veio do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Volker Turk, após relatos de impedimentos de entrada a torcedores, um árbitro somali da FIFA e dirigentes de equipes. A entidade pediu avaliações profundas antes do início do torneio.

Turk criticou o governo de Donald Trump, destacando que políticas de controle migratório podem afetar a dignidade humana. O comissário afirmou a repórteres que medidas adotadas recentemente refletem tendências que precisam ser revistas, especialmente à véspera da Copa.

Mudanças na política de imigração durante a Copa

A tensão cresceu com relatos de revistas rigorosas na chegada de equipes aos EUA, incluindo o Senegal, que enfrentou checagens na pista do aeroposto em Raleigh, na Carolina do Norte. A delegação foi inspecionada individualmente com detectores de metal e checagem de bagagens.

A assessoria da seleção senegalesa informou que a vistoria ocorreu antes do embarque, no entorno do avião, para evitar deslocamentos pelo terminal. O objetivo declarado foi otimizar o tempo de viagem e facilitar o embarque em voo privado.

Outro caso chamou a atenção: a seleção da Bélgica também passou por revistas com checagem até na sola dos sapatos, em Chicago. A equipe Uzbequistão foi recebida com cães farejadores em Nova York, para um amistoso contra a Holanda, e relatou longas esperas e revistas extensivas.

Em contraste, o México recebeu as seleções com celebrações de torcida, música e bandeiras. A Espanha foi recebida em Puebla com festa, banda e dança, após desembarcar para enfrentar o Peru em amistoso.

Contexto e desdobramentos

O endurecimento da política migratória, já vigente desde o início do mandato de Trump, ganhou novos contornos com a ampliação de restrições de vistos para 39 países e a exigência de depósitos como caução para obtenção de visto em dezenas de nações consideradas de risco. A medida busca evitar permanência irregular de visitantes após a Copa.

O impacto disso aparece em relatos de clubes e jogadores de várias seleções, com tom de incerteza entre equipes e torcedores. A ONU reforça a necessidade de que direitos humanos sejam prioridade na formulação de políticas de imigração durante grandes eventos esportivos.

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