Em meio ao aumento das tensões na região, Taiwan revelou uma nova geração de cães-robôs militares, não tripulados, destinados a vigilância, reconhecimento e apoio armado. Os protótipos foram apresentados em Taipei pelo principal instituto de pesquisa militar taiwanês. A plataforma base é a Vision 60, criada pela Ghost Robotics, empresa estadunidense.
Os sensores, softwares e sistemas foram desenvolvidos no Taiwan pelo Instituto Nacional Chung-Shan de Ciência e Tecnologia (NCSIST). Embora haja interesse das forças armadas, não houve aquisição oficial anunciada, mantendo os modelos na fase de testes e demonstrações. Cada versão tem função específica.
A primeira versão é voltada à vigilância e traz LiDAR tridimensional e câmeras térmicas para detectar calor, evitar obstáculos e mapear o ambiente, permitindo operações autônomas em áreas de difícil acesso e à noite.
Outra unidade atua no reconhecimento e identificação de alvos, com sistemas eletro-ópticos para coletar informações em campo e transmitir dados aos centros de comando.
A terceira versão, voltada ao apoio de fogo, carrega uma estação de armas controlada remotamente acoplada à estrutura do robô. Desenvolvedores indicam que futuras iterações poderão operar em conjunto com drones e veículos terrestres não tripulados, formando uma rede integrada de combate.
Os cães-robôs foram criados principalmente para atuar em ilhas remotas sob controle taiwanês no Mar do Sul da China. Nessas áreas, manter efetivos presenciais envolve custos logísticos elevados e riscos para militares, o que justificaria o uso de sistemas autônomos para monitoramento costeiro e proteção de instalações estratégicas.
Em meio a essa apresentação, cresce o escrutínio internacional sobre Taiwan. Pequim considera a ilha parte de seu território e realiza atividades militares próximas com frequência. O debate sobre a utilização de sistemas armados sem tripulação também ganha atenção entre especialistas.
Especialistas destacam a cautela no acompanhamento do desenvolvimento dessas plataformas, sobretudo das versões armadas. Enquanto os protótipos continuam em fase experimental, a demonstração ilustra possíveis caminhos para a integração de máquinas autônomas nas forças de defesa.
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