O presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades iranianas trocaram novas ameaças após ataques mútuos, ocorridos no Golfo. Washington informou ter atingido alvos iranianos em retaliação a um helicóptero americano abatido. Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas na região.
O esforço de Teerã foi descrito pelo ministro das Relações Exteriores, Abdolnaser Araghchi, como resposta a ataques não evitados. Ele afirmou que o Irã não deixaria ataques ou ameaças sem resposta.
O Pentágono confirmou que alvos iranianos, incluindo sistemas de defesa, estações de controle terrestre e radares, foram atingidos perto do Estreito de Hormuz. A Guarda Revolucionária afirmou ter acertado 21 alvos em bases dos EUA na região, além de ações no Bahrein e na Jordânia.
Trump publicou mensagens em redes sociais, afirmando que o Exército iraniano está em desordem e que o país foi “completamente derrotado”. Ele ressaltou que o Irã demorou para negociar e que agora “pagará o preço”.
A diplomacia acusa interferência de mensagens contraditórias, com Baqai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, dizendo que Washington prejudicou o processo diplomático ao mudar de posição repetidamente. Ele pediu avaliação da situação e estabilidade para qualquer diálogo.
Contexto regional
Segundo oficiais, o Irã sustenta que a resposta militar foi proporcional à agressão. Do lado americano, as ações visam dissuadir novas escaladas na região, onde bases são pontos sensíveis de tensão entre as duas potências.
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