DUBAI/WASHINGTON — EUA e Irã realizaram ataques aéreos nesta quinta-feira, aumentaram a pressão sobre o cessar-fogo e, ao mesmo tempo, cresceram as expectativas de um acordo preliminar. Fontes iranianas informaram que as negociações para um memorando se intensificaram, incluindo um mecanismo para liberar fundos iranianos congelados.
Três interlocutores iranianos e uma autoridade europeia disseram que mensagens entre Washington e Teerã tratam dos detalhes do memorando, ainda sob discussão em pontos específicos. Um dos relatos apontou avanços políticos, mas com itens pendentes.
O governo americano afirmou apoiar ações militares para impedir agressões, sem comentar detalhes sobre o andamento direto das conversações. O presidente Donald Trump havia sugerido a possibilidade de novos ataques caso o Irã não avance no acordo.
Desdobramentos militares e impactos regionais
Os ataques de retaliação atingiram alvos no Irã, no Líbano e em bases americanas na região. As Forças Armadas dos EUA comunicaram que as ofensivas visaram capacidades de vigilância, comunicações e defesa aérea no Irã, em resposta a ataques recentes perto do Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter retaliado alvos nos Emirados, Kuwait e Jordânia, além de ações contra a Quinta Frota dos EUA. No Bahrain, houve danos em infraestruturas civis por destroços de drones interceptados.
O Kuwait fechou temporariamente parte de seu espaço aéreo; o Barein relatou ferimentos leves em crianças após quedas de destroços. O trânsito de petróleo pela região continua sob monitoramento, com custos globais de energia sensivelmente alterados ao longo dos últimos dias.
Notas sobre o contexto
Autoridades indianas confirmaram a morte de três marinheiros em operação dos EUA associada a interceptação de um petroleiro próximo a Omã. A Índia informou que todos os demais nacionais a bordo estavam seguros. Diversos relatos de explosões também foram registrados em cidades iranianas próximas a vias estratégicas de tráfego marítimo.
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