O conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, já dura mais de quatro anos. Nesta quinta-feira, 11, atingiu 1.569 dias, ultrapassando a duração da Primeira Guerra Mundial. O avanço russo no início do conflito não se confirmou e a guerra tornou-se um desgaste prolongado.
A invasão começou com previsões de rápida vitória, frustradas pela resistência ucraniana. As negociações de paz permanecem estagnadas e a percepção de que o conflito pode durar seis anos, igualando a Segunda Guerra Mundial, ganha força entre especialistas e público.
Ainda que haja debates sobre pontos de comparação, historiadores destacam limites para analogias. A Ucrânia não existia como país na Primeira Guerra, e os papéis de aliados, áreas de combate e tecnologia mudaram significativamente.
Drones e trincheiras redefinem o combate
Analistas apontam que a introdução de drones alterou o equilíbrio no campo de batalha. Em terra, mar e ar, a vigilância constante e ataques de precisão reduziram a eficácia de grandes ofensivas. Trincheiras abertas deram lugar a abrigos subterrâneos para poucos combatentes.
Nos anos anteriores, artilharia pesada manteve a frente imóvel. Hoje, a presença de drones intensifica a letalidade, tornando ataques de grande escala menos comuns. Tanques seguem como recurso limitado, com adaptações de proteção para resistir a aviões não tripulados.
A violência atual se concentra em regiões fronteiriças, com combates que avançam a passos mais lentos. Em Pokrovsk, a ofensiva russa foi contabilizada em ritmo menor do que batalhas históricas da Primeira Guerra, segundo análises do CSIS.
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