O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, a partir de terça-feira, 16, da reunião do G-7 em Évian-les-Bains, França. O encontro ocorre entre 15 e 17 de junho, com Lula em função de convidado. O país não assina documentos finais, mas participa de debates e aponta temas.
Lula deve manter encontros bilaterais com o anfitrião Emmanuel Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Ainda não há confirmação de reuniões com Donald Trump ou com Ursula von der Leyen. Os contatos diplomáticos seguem para definir agendas.
O governo busca evitar a imposição de tarifas extras pelos EUA sobre produtos brasileiros. O USTR propôs tarifas de 25% sobre várias exportações e 12,5% adicionais por uso de mão de obra com suspeita de trabalho forçado. A possibilidade de uma reunião bilateral permanece incerta.
Cúpula e agenda do Brasil
O encontro do G-7 terá, nesse ano, participação de convidados como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. As sessões abertas aos convidados acontecem nos dias 16 e 17, com foco em parcerias internacionais e desenvolvimento econômico.
Entre os documentos em negociação aparecem temas como proteção de menores online, combate ao narcotráfico, desenvolvimento sustentável, minerais críticos e governança global. O Brasil tem interesse especial em minerais críticos e agregação de valor local.
O governo brasileiro também avalia estratégias para contestar o veto europeu à carne bovina e a exportação de produtos de origem animal. A Embaixada e o Itamaraty sinalizam abertura para diálogo, evitando confrontos, e buscando soluções técnicas.
Resumo: Lula participa da cúpula do G-7 como convidado, com encontros previstos com Macron e Takaichi. A possibilidade de reuniões com Trump ou von der Leyen permanece incerta, enquanto o Brasil atua para evitar novas tarifas e buscar avanços em temas de interesse bilateral e multilateral.
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