A presidente Lula viaja à França na 2ª-feira, 15 de jun., para acompanhar a cúpula do G7. O assunto central é a valorização de terras-raras e a soberania nacional na extração, sem participação brasileira nas negociações de tratados.
O Itamaraty informou que a comitiva brasileira não integrará o processo de redação dos acordos. A expectativa é apenas endossar tratados alinhados ao crescimento econômico equilibrado e aos temas de terras-raras.
O Brasil viaja com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e uma delegação mínima, ainda definida pelo Planalto. Lula deve discursar em duas sessões da cúpula.
Agenda e participação brasileira
Na terça, 16 de jun., Lula participa de discussões sobre parcerias internacionais com os países do G7. Na quarta, 17, haverá foco em crescimento econômico equilibrado, IA e reuniões bilaterais não confirmadas.
A delegação não estará presente nas sessões sobre a guerra na Ucrânia nem sobre o Oriente Médio. Questões tarifárias entre EUA e Brasil não serão o foco, mas podem surgir em debates sobre unilateralismo.
O Itamaraty destacou que Lula e Vieira devem se posicionar sobre restrições da União Europeia às exportações de carne brasileira, conforme nota recebida pela Presidência. A posição brasileira será de preocupação.
Além do Brasil, foram convidados Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Participam ainda o FMI, Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e OCDE.
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