Um número crescente de navios está atravessando o estreito de Hormuz por uma rota próxima à costa de Omã, com cobertura aérea dos Estados Unidos. A prática envolve navios-tanque de petróleo e tem gerado alertas sobre colisões em uma via estreita.
Cerca de 15 embarcações por dia entram e saem pela rota omanense, segundo fontes do setor que acompanham as viagens. A maioria dos navios teria recebido apoio aéreo dos EUA, conforme relatos não oficiais. A passagem envolve instruções para desativar GPS e navegar no escuro.
Em paralelo, o governo dos EUA afirmou ter promovido uma operação secreta para facilitar a passagem de navios comerciais pelo estreito, o que, segundo autoridades não oficiais, teria ajudado cerca de 200 embarcações a cruzar a via e condicionou a entrega de petróleo aos mercados globais.
Riscos e movimento no golfo
Executivos do setor marítimo alertam para o alto risco de colisões na rota de Omã, que tem largura estreita em vários trechos. Analistas ressaltam que a travessia é de mão dupla, com navios carregados a pouca margem de manobra e com coordenação através de pontos de encontro.
Especialistas indicam que muitos navios passaram a usar essa rota mesmo com o retorno parcial de tráfego, ainda que abaixo do nível anterior ao conflito. Observadores apontam que o movimento pode reduzir tensões no curto prazo, mas aumenta incertezas logísticas.
Impactos no fornecimento e no preço
Dados de mercado indicam que o fechamento de Hormuz reduziu o fornecimento diário de petróleo em cerca de 12 milhões de barris, impulsionando discussões sobre disponibilidade global. Estimativas sugerem que Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos mantêm fluxos significativos pela via, com estoques em Mina al-Ahmadi registrando quedas.
Relatórios de consultorias apontam que transfers de petróleo entre navios e transferências no mar ganharam protagonismo, especialmente em Sohar e Fujairah, refletindo uma adaptação do fluxo para evitar interrupções. Em junho, quase 2 milhões de barris por dia seriam exportados por esse método, quase o dobro de maio.
Contexto estratégico
Fontes do setor destacam que, mesmo com o aumento recente, o tráfego pela rota Oman deve permanecer abaixo do patamar de 135 navios diários observados antes do conflito. Analistas seguem monitorando o papel de Irã na estabilidade das rotas, com possíveis impactos em preços e disponibilidade.
O Departamento de Defesa dos EUA mantém o esquema de cobertura aérea para navios que tentam passar pelo estreito pela rota omanense, com instruções de desativar GPS e navegar no escuro, conforme relatos de fontes envolvidas no tráfego naval.
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